01 abril, 2008

1º de Abril

Poetas loucos
bêbados, trôpegos
Poetas poucos
Avança teu passo na noite prateada
Cinzas de escura manhã
que nasce
tão pouco.
Pouca manhã
de poetas ao gosto
de poucos
vivemos no instante
sem dia seguinte
Ouvimos escuro
e cantamos pedra fria
A calçada vazia.
Se eu corro,
se gritas,
onde escapo?
o que fitas?
Ilusão,
faz de mim companhia
e logo vomitas
tudo que passou
de súbito tilinta.
Meu abraço vazio
Seu corpo tão frio
1º de abril.

27 março, 2008

Mad World::::::Gary Jules

All around me are familiar faces,
worn out places,
worn out faces;

Bright and early for the daily races
,going nowhere,
going nowhere;
The tears are fillig up their glasses,
no expression,
no expression;

Hide my head,
I wonna drown my sorrow,
no tomorrow,
no tomorrow;

And I find it kind of funny,
' find it kind of sad,
the dreams in which I'm dying are the best I 've ever had;
I find it hard to tell you;I
find hard to take;
When people running circles its a very, very - mad world;

Children waiting for the day they feel good;
Happy birthday,
happy birthday;
And I feel the way that every child should,
sit and listen,
sit and listen;

Went to school and I was very nervous;
No one knew me,
no one knew me;
Hello teacher tell me what's my lesson,
He looked right through me,
'looked right through me;

And I find it kind of funny,'
find it kind of sad,
the dreams in which I'm dying are the best I 've ever had;
I find it hard to tell you;
I find hard to take;
When people runnin' circles its a very, very - mad world...

23 março, 2008

Estamos completamente diferentes da semana passada. Mudamos de emprego, mudamos de casa, trocamos a cortina, conseguimos um carro. Arrumamos um caso, pedimos divórcio, partimos um coração, fingimos mudança, continuamos completamente iguais a uma semana antes de tudo acontecer. mentimos pros nossos pais, fingimos um arrebatamento, ligamos prum amigo de madrugada, e ele não estava. Então choramos um monte, ao deslumbrar aquilo no que nos tranformamos independente de nossos ideiais tão concretos. Fingimos arrependimento, fingimos não estar irritados, quebramos um copo, lavamos o sangue, recolhemos os cacos.
Tudo provisoriamente consertado.
Fugimos de casa, não deixamos recado, mudamos de plano, mudamos de cara. Buscamos abraços, buscamos os riscos tão mais divertidos, voltamos de madrugada. e não dizemos onde estivemos e como ficamos, e se estamos melhores ou indiferentemente ao contrário.
Hoje tive saudade, não foi de alguém, não foi do passado. senti falta de mim, pensando e falando. senti falta de como era ano passado, mês passado, dois dias atrás eu era tão melhor. desejei meu coração intacto, e não encontrar meus nervos em frangalhos, desejei de volta aquilo q mais se aproximou de fé que eu já senti.
ou era amor q se chamava? no tempo chamávamos vento, e aquilo mudava tão constantemente, q nosso fascínio aumentava. a cada novo dia havia um novo espaço e a cada novo tempo havia um tempero de passado. mas não era doído esse nosso amor nostálgico desde o início presente, era colorido com todas as cores do outono de Veneza, e era distante de todos como um passeio à lua minguante.
Era mutável nosso sentimento, e era tão parecido sendo diferente a cada dia.
Mas naqueles dias nosso nome era outro, e outro era o nome de nosso povo e todos diferentes se entendiam e podiam ser apaixonados sem medo do q pensariam amanhã.
diferentes eram nossos sonhos e mais valente era nosso espírito.
mas um dia a cidade amanheceu concreto escuro e nossos olhos eram mais triste paisagem.
e em nossos corações havia vácuo de estrelas e secos nossos lábios aprenderam a se calar. nosso espírito enfraqueceu e aprendemos a mentir e sobreviver às segundas-feiras. calamos nossa vontade de mudar e nos acostumamos à rotina de não amar.
nossos desejos se converteram em órbita e nossos anseios se perderam em hábitos.



eu vou seguir mesmo sabendo q vou cair
e vou encontrar quem eu mesmo não esperei.
num pedaço de semana encontrei um verso
e outro dia quis ser poeta.
no mais,
quis a janela aberta.

10 março, 2008

faça silêncio vida
que não se houve mais a passagem do tempo
não se ouve o vôo de nenhum ser de menos de 5 metros de comprimento
e os pássaros reclamam seu filão
na balbúrdia cotiada da avenida