Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono
Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo
Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída
Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio
(Chico Buarque)
13 outubro, 2009
12 outubro, 2009
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
(Pedaço de Mim - Chico Buarque)
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
(Pedaço de Mim - Chico Buarque)
10 outubro, 2009
Dois passos pra frente e três pra trás
não há pés com setas desenhados no chão,
nem há mais ninguém no salão.
Sonhando em francês, escutando como o coração que nada entende, ou por vezes se nega a ver e aceitar o que já entendeu..
No viés de um sonho, posso recuperar tudo o que se tornou insólito
no quadrante da realidade, não posso me ver na terceira pessoa e os problemas nunca se resolvem de fato...
e quando acho que passou, é porque nem começou ainda...parece que quando a gente deseja muito uma coisa, nada pode ser simples assim...ou a gente não sabe ver o que tem preparado pra gente, a gente quer o quer e ponto, e demora a aprender a olhar em volta, e ver que não é bem assim...
Eu tenho uma séria dificuldade em aceitar mudanças, a admitir as fases de minha própria vida, e como eu vou mudando constantemente assim como as coisas que me cercam...é uma mania de bater o pé, de idealizar demais um mundo, que nosso ou o de todo mundo, não é assim tão simples.
Não é que eu não entenda de todo, eu demoro a aprender coisas da vida. O que eu consigo pegar rápido em determinadas coisas, não entendo nada pra outras...Ironicamente, a coisa mais difícil de aprender sou eu mesma.
Hoje sonhei que corria na chuva, e chovia muito, muito forte, do tipo que a gente não corre.
e acho que nem tinha mesmo, porque eu saia da minha casa e ia descendo a rua, podia ficar lá quieta. mas era uma sensação boa, mesmo tendo que correr com o olho quase fechado...
Do que mesmo que eu tenho medo afinal?
não há pés com setas desenhados no chão,
nem há mais ninguém no salão.
Sonhando em francês, escutando como o coração que nada entende, ou por vezes se nega a ver e aceitar o que já entendeu..
No viés de um sonho, posso recuperar tudo o que se tornou insólito
no quadrante da realidade, não posso me ver na terceira pessoa e os problemas nunca se resolvem de fato...
e quando acho que passou, é porque nem começou ainda...parece que quando a gente deseja muito uma coisa, nada pode ser simples assim...ou a gente não sabe ver o que tem preparado pra gente, a gente quer o quer e ponto, e demora a aprender a olhar em volta, e ver que não é bem assim...
Eu tenho uma séria dificuldade em aceitar mudanças, a admitir as fases de minha própria vida, e como eu vou mudando constantemente assim como as coisas que me cercam...é uma mania de bater o pé, de idealizar demais um mundo, que nosso ou o de todo mundo, não é assim tão simples.
Não é que eu não entenda de todo, eu demoro a aprender coisas da vida. O que eu consigo pegar rápido em determinadas coisas, não entendo nada pra outras...Ironicamente, a coisa mais difícil de aprender sou eu mesma.
Hoje sonhei que corria na chuva, e chovia muito, muito forte, do tipo que a gente não corre.
e acho que nem tinha mesmo, porque eu saia da minha casa e ia descendo a rua, podia ficar lá quieta. mas era uma sensação boa, mesmo tendo que correr com o olho quase fechado...
Do que mesmo que eu tenho medo afinal?
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